Portugueses portadores de doença mental avaliam pior a qualidade

Lisboa, 26 de outubro de 2021

A segunda parte do estudo “A Saúde dos Portugueses", realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, em colaboração com a Return On Ideas, revela e compara a avaliação que os portugueses fazem aos serviços de saúde no pré e pós pandemia.

No estudo, numa escala de 1 a 10, os portugueses fazem uma avaliação positiva da qualidade dos serviços de saúde (média de 7 pontos). 47% dos inquiridos considera mesmo que a qualidade é boa ou muito boa, sendo apenas 21% os que a avaliam como muito má. De realçar que as pessoas portadoras de doença mental são as que dão uma pior pontuação (6.6 média) à qualidade da saúde. Nesta avaliação geral, os portugueses inquiridos dizem não existir diferenças significativas entre o público e o privado (7.11 é a avaliação do serviço públicos vs. 7.15 a do privado).

Não obstante a avaliação generalizadamente positiva, tendo em conta o contexto pré pandemia, 35% consideram que a qualidade do acompanhamento que recebem tem vindo a piorar, em oposição aos 10% que dizem o contrário. Embora, mais uma vez, não haja grandes diferenças, a evolução do público é relativamente pior avaliada que a do privado: 37% acham que o serviço público tem vindo a piorar e 31% acham o mesmo em relação ao privado.

No que toca à gestão de problemas de saúde graves, comparando o pré e pós-pandemia, o estudo conclui que a pandemia teve um grande impacto na confiança da capacidade de resposta do SNS. Se na pré-pandemia o indicador da confiança no SNS, numa escala de 1 a 10, era de 7.4, no pós-pandemia a avaliação média desceu para 6.1. Esta perceção atinge tanto os que habitualmente recorrem aopúblico como ao privado. O peso dos que indicam pouca confiança na capacidade de resposta do SNS perante problemas graves de saúde sobe de 16%, antes da pandemia, para 42% após a pandemia.

Na avaliação aos indicadores de "Satisfação", "Confiança" e "Acesso" aos serviços de saúde, verificam-se assimetrias regionais relevantes em todo o país e mesmo até entre Grande Lisboa e Grande Porto. O Grande Porto atribui avaliação média superior em todos os indicadores, assinalando sempre uma diferença acentuada face a Grande Lisboa e muito acentuada face ao Algarve. O problema poderá estar ao nível dos cuidados primários, uma vez que, por exemplo, para quem reside na Grande Lisboa, recorrer ao centro de saúde perante um sintoma de origem desconhecido não está entre as primeiras opções. Já no que diz respeito à região do Algarve, numa escala de 0 a 10, a confiança que a região atribui ao SNS em pós-pandemia é de 5.5, quando esse valor era de 7.2 em pré-pandemia.

Mais informações em www.saudes.pt

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