4.ª Edição do Programa Relança-te

02.11.2022

Lisboa, 2 de novembro de 2022

Criado em plena pandemia, o Relança-te apoia empreendedores desempregados ou com perda de rendimentos a construírem negócios voltados para a mudança social. Após três edições, 98% dos participantes mantêm os seus projetos ativos ou conseguiram empregar-se. A participação é gratuita. Estão abertas as candidaturas.

A Fundação Ageas, que, com este programa, alia o empreendedorismo e a inovação sociais para criar impacto junto da comunidade, já entregou mais de cinquenta mil euros aos melhores projetos. E como balanço provisório, Catarina Miguel Martins, fundadora e CEO da Maroong, não tem dúvidas: “Indo ao encontro dos dados recentes e das circunstâncias favoráveis que temos no nosso país, acredito que Portugal tem todas condições para se tornar um hub global de empreendedorismo social e do impacto.”

O Relança-te iniciou-se em plena pandemia, numa altura em que várias pessoas perderam o emprego, ou entraram em situação de lay-off e viram nas ideias e projetos uma oportunidade para se relançar. Depois de três edições com mais de 150 participantes, o objetivo desta edição passa por afirmar o Relança-te como uma “universidade prática de empreendedorismo real e com impacto”, que faz nascer talentos nacionais acima dos 25 anos, que tenham projetos inovadores no ponto de vista social, ambiental ou económico, assentes na sustentabilidade e economia circular. A participação é gratuita e as inscrições já estão abertas até 21 de novembro.

O programa é uma parceria entre a Fundação Ageas e a Maroong, e conta com resultados bastante motivadores para os futuros formandos: mais de 98% dos participantes mantêm os seus projetos ativos ou conseguiram empregar-se.

O Relança-te tem início com um bootcamp intensivo de três dias, após o qual 25 participantes são selecionados para a fase de aceleração com sessões de mentoria e acompanhamento pessoal e profissional, num período total de dez meses. Os dez melhores projetos, que seguem para a fase de incubação, recebem uma bolsa de mil e quinhentos euros atribuída pela Fundação Ageas.

É um programa gratificante, porque trata-se de mudar a vida de pessoas que têm projetos que mudarão a vida de outras pessoas. Sabemos que estamos a fazer um bom trabalho quando nos apercebemos que certos “Relançados” têm as suas faturações aumentadas, com muito pouco tempo de atividade, e que não deixam para trás a visão social e sustentável. O Relança-te é, verdadeiramente, um laboratório de empreendedorismo”, afirma Catarina Miguel Martins.

Acompanhando a tendência do crescimento de Portugal como uma potência no empreendedorismo feminino, no Relança-te as mulheres ocupam lugares de grande destaque: todas as mentoras e promotoras são mulheres, bem como 87% das participantes nas primeiras três edições.

Ao contrário do que acontece no mundo das startups, onde cerca de 80% são homens, no empreendedorismo de impacto são as mulheres que têm ganho preponderância quando se trata de empreendedorismo inclusivo e colaborativo”, sustenta Catarina Miguel Martins.

Segundo João Machado, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Ageas, a capacitação poderá ser a chave para a saída de situações de vulnerabilidade ou para a sua prevenção. “O empreendedorismo é uma possível saída para muitas pessoas que querem mudar de vida e começar um novo caminho. No entanto, sendo um percurso exigente e onde nem sempre se colhem os frutos no curto prazo, é necessário que quem deseje empreender tenha acesso a capacitação e apoio à entrada neste ecossistema.”

E acrescenta que, “no paradigma atual, não faz sentido que um empreendedor não pense o seu negócio sem contemplar o impacto social e ambiental que vai produzir na sua comunidade, até porque um negócio precisa de ser socialmente aceite. Vivemos numa sociedade mais consciente e alerta para os riscos que corre o planeta, em geral, e o equilíbrio social das nossas comunidades, as nossas democracias e a nossa saúde, em concreto”, conclui.

A Sensihemp, é um excelente exemplo do sucesso do Relança-te, e é uma marca portuguesa que inclusive, foi distinguida com o prémio de melhor produto de inovação na feira internacional CBD Hemp Business Fair, em Barcelona. A sua fundadora, Marta Vinhas, participou na 3.ª edição deste programa – na altura encontrava-se desempregada-, e conseguiu criar a sua própria marca de roupa sustentável. Hoje é um negócio de sucesso e que recebe diversos convites para estar presente em eventos internacionais.

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